CF 2017 – Da Amazônia até os Pampas

– CF 2017 – Da Amazônia até os Pampas – 

“O tempo para encontrar soluções globais está se esgotando”
Papa Francisco

A Campanha da Fraternidade tornou-se especial manifestação de evangelização libertadora, provocando, ao mesmo tempo, a renovação da vida da Igreja e a transformação da sociedade, a partir de problemas específicos, tratados à luz do Projeto de Deus. Seu objetivo é despertar a solidariedade dos seus fiéis e da sociedade em relação a um problema concreto que envolve a sociedade brasileira, buscando caminhos de solução.

Todos os anos a CNBB lança o convite à reflexão sobre algum tema de relevância social durante o período da Quaresma. Dentre outros temas, o povo católico de todos os recantos do Brasil já refletiu sobre ecologia, sistema carcerário, tráfico humano, juventude, capitalismo, segurança e saúde pública.

Para 2017, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) definiu como tema “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”. O lema tem como inspiração o capítulo 2 do livro do Gênesis, versículo 15: “Cultivar e guardar a Criação”.

A Campanha da Fraternidade sempre começa na quarta-feira de cinzas e acontece durante o ano todo! Muitas pessoas acham que ela termina depois da Páscoa, mas não, como dissemos, ela dura até o fim do ano, junto com o Ano Litúrgico, onde são desenvolvidas diversas atividades pastorais.

Da Amazônia até os Pampas – Sabemos que no Brasil há seis biomas: a Mata Atlântica, a Amazônia, o Cerrado, o Pantanal, a Caatinga e o Pampa, sendo que nós, da diocese de São José dos Campos, vivemos no bioma Mata Atlântica.

A Mata Atlântica abrangia uma área equivalente a 17 estados. Hoje restam 8,5% de remanescentes desta floresta que ainda guarda riquezas naturais e tem poder de regeneração. Com o caminhar da história, no bioma Mata Atlântica, a Igreja tem contribuído na defesa da vida dos povos originários e na defesa deste bioma.

Você sabia? O Pampa é o único bioma presente em apenas um estado brasileiro. Destacam-se em sua paisagem os campos, os capões de mata, as matas ciliares e os banhados. Foi reconhecido como bioma apenas em 2004 e é uma das áreas de ecossistemas de campo mais importantes do mundo, pois possui um vasto patrimônio cultural associado à biodiversidade e também uma vasta biodiversidade ainda pouco conhecida. Representa 63% da área do Estado do Rio Grande do Sul.

O cartaz da CF 2017 mostra o mapa do Brasil em imagens características de cada região do país, evidenciando a beleza natural do país, onde pode ser identificado os seis biomas brasileiros. O cartaz também mostra o cenário, com os personagens principais, os povos originários; os pescadores e o encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Não podemos esquecer de citar também a preocupação e o alerta para os perigos da devastação em curso, despertando a atenção da população brasileira para a criação de Deus.

“Esse ano queremos olhar a diversidade do nosso Brasil, nos seus 6 grandes biomas, isto é: 6 grandes formas de organização da natureza e do povo e cuidarmos ainda mais dessa natureza que Deus nos deu de presente.”
Dom Cesar, bispo de São José dos Campos.

Contexto diocesano. A região do Vale do Paraíba encontra-se no bioma Mata Atlântica. Este bioma detém uma grande variedade de formas de vida, formando um dos mais altos índices de biodiversidade do planeta.

Infelizmente a Mata Atlântica é um dos biomas mais ameaçados, pois resta menos de 12% de seu território original no Brasil. Em nossa região a devastação ocorreu principalmente na época do cultivo de café no séc. XIX, retirando boa parte da vegetação aqui existente.

No território de nossa Diocese o Bioma Mata Atlântica tem uma característica especial, pois temos uma área de “transição” com o Bioma Cerrado.

Muitos sabem que o município de São José dos Campos recebeu este nome devido ao padroeiro de sua igreja matriz (São José). Mas por que “dos campos”? O nome se deve justamente pela presença dos campos de cerrado que, entremeados pela Mata Atlântica, formavam a paisagem do município e que foram alterados com o passar do tempo pela ocupação urbana, em especial na zona sul e leste. Pouco resta desta vegetação original, que é também muito ameaçada.

A Comissão Socioambiental fez o pré-lançamento da cartilha “Cuidando da Casa Comum”, no dia da apresentação do Texto-Base da Campanha da Fraternidade 2017, 20 de fevereiro, no auditório da Faculdade Católica-SJC.

O material já está disponível no Centro Diocesano de Pastoral e as paróquias farão a retirada nos próximos dias. O lançamento oficial será no dia 22 de abril – Dia Internacional da Terra.

A versão digital do material pode ser acessada pelo site da Diocese, CLICANDO AQUI.

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